Com o tema “Afeto como resistência nas periferias”, a Casa da Favela abriu, nesta quarta-feira (22), sua quarta edição durante a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP).
Consolidada como um dos espaços mais potentes da programação paralela do festival, a iniciativa reafirma o compromisso de ampliar a presença das vozes periféricas em um dos principais eventos literários do país.
Nesta edição, o afeto é apresentado como uma prática política e coletiva capaz de fortalecer vínculos, preservar memórias e impulsionar transformações sociais nos territórios populares.
A proposta convida o público a refletir sobre as múltiplas formas de resistência construídas cotidianamente nas favelas por meio da literatura, da arte, da comunicação e da produção de conhecimento.
Idealizada para descentralizar o acesso à cultura, a Casa da Favela atua como uma vitrine viva da criatividade, da resiliência e da produção intelectual das periferias brasileiras.
O espaço reúne escritores, artistas, jornalistas, pesquisadores, coletivos culturais e lideranças comunitárias em uma programação que fortalece as narrativas produzidas nos territórios periféricos e amplia sua circulação nos principais circuitos culturais do país.
Mais do que um espaço de encontros e lançamentos, a Casa da Favela se consolida como um ambiente de diálogo, valorização da identidade e da memória das favelas, reconhecendo esses territórios como centros de produção de conhecimento, inovação social e expressão artística.
Ao longo dos cinco dias da FLIP, a programação contará com mesas de debate, lançamentos de livros, rodas de conversa, intervenções artísticas e atividades que evidenciam a potência da literatura marginal e das diversas manifestações culturais produzidas nas periferias brasileiras.
A presença da Casa da Favela na FLIP reafirma que as favelas não são apenas cenário de histórias, mas produtoras de conhecimento, arte, pensamento crítico e novas perspectivas para a cultura brasileira. Em sua quarta edição, o projeto fortalece seu papel como um espaço de encontro, intercâmbio e valorização das múltiplas vozes que constroem, diariamente, a riqueza cultural das periferias.

